Perguntas mais frequentes: A NANUM responde!
1 – O que é nanotecnologia?
É a tecnologia geradora de matérias primas e produtos com tamanhos nanométricos, isto é, com a dimensão da ordem de um Bilionésimo de metro (10-9m). Neste sentido ela é bem ampla e podemos estar falando de nanomateriais inorgânicos, nanomateriais orgânicos, nanomateriais biológicos, nanomateriais eletrônicos, etc...
2 – Qual é a importâcia da Nanotecnologia?
Atualmente, a nanotecnologia vem sendo considerada a próxima revolução tecnológica, podendo vir a ser uma transformação com impactos imprevisíveis no âmbito mundial. As possibilidades que se abrem nesse âmbito do conhecimento são tantas que são estimados mercados com um alcance de mais de um trilhão de dólares até 2015 .
A nanotecnologia pode contribuir para o desenvolvimento de novos produtos e melhoria de antigos nas indústrias automobilística, textil, de tintas, de plásticos, de abrasivos, de solda, farmacêutica, de cosméticos entre outras. Estima-se que o Brasil movimentará cerca de cem milhões de dólares entre 2010 a 2015 .
3 – Como são produzidos os nanomateriais?
A produção de nanomateriais pode ser classificada em duas áreas:
• top-down (de cima para baixo) dedicam-se à fabricação de estruturas em nanoescala, a partir de outras de maior tamanho, geralmente, por meio de processos físicos. Tradicionalmente, partículas conhecidas como submícron são obtidas por processos “Top-down”, em que se moem materiais normais até se obter essas partículas muito pequenas, entretanto, estas possuem baixa homogeneidade granulométrica na escala nanométrica.
• bottom-up (de cima para baixo) o material é sintetizado “montando” a substância átomo por átomo ou molécula por molécula. Normalmente esse é um processo químico, mas pode também ser realizado fisicamente através de potentes microscópios. A Nanum obtém suas nanopartículas utilizando método “bottom-up”. Juntamente com o “know-how” e experiência de seus pesquisadores e técnicos, garante a qualidade de seus produtos e uniformidade granulométrica das partículas. Destaca-se no cenário nacional como pioneira na produção em escala industrial de óxidos nanoestruturados, possuindo compostos puros com elevado grau de pureza ou funcionalizados para dispersões específicas.
4 – É fácil caracterizar os tamanhos de partículas?
A caracterização do tamanho das nanopartículas requer métodos de análises específicos com técnicos treinados e experientes em análise de nanoestruturas. A adsorção gasosa de nitrogênio é uma técnica para determinação da área superficial, onde, considerando que todas as partículas são esféricas, aplica-se uma equação matemática específica para obtenção do tamanho médio das partículas. O Zetasizer é comumente utilizado para analíses de tamanho de partículas, porém, há necessidade de uma boa dispersão do material evitando aglomerações que impeçam um resultado preciso. Outra forma de caracterizar o tamanho das nanopartículas e através de imagens obtidas por microscópios de força atômica (MFA) ou eletrônicos, como o microscópio eletrônico de varredura (MEV). Estas imagens são analisadas por meio de um programa computacional o qual fornece o tamanho médio das partículas por análise estatística. Aparelhos analíticos como o de Difração a Laser muitas vezes não é recomendado em análise de nanoparticulados, uma vez que, o material se aglomera facilmente ocasionando leituras falsas de tamanhos.
5 – Qual é o grande desafio na utilização de nanopartículas?
Referindo-se à utilização de nanopartículas, o maior desafio no desenvolvimento de produtos nanotecnológicos é a integração de nanoparticulados em produtos funcionais. Partículas em nanoescala agregam-se facilmente, impedindo a predominância dos benefícios associados com a dimensão nanométrica das mesmas, o controle da dispersão de nanopartículas nas matrizes é de extrema importância para garantia das propriedades especiais ao material . A aglomeração das nanopartículas pode ser explicada pelo aumento da energia de superfície nestes materiais. Uma forma de garantir a dispersão das nanopartículas é utilizando um agente dispersante ou tratando a superfície do material por meio de um encapsulamento polimérico ou ainda funcionalizando o material para uma dispersão específica. Tais métodos evitam a aglomeração das nanopartículas através de um mecanismo de repulsão eletrostáticas e/ou impedimento estérico.
1 http://www2.desenvolvimento.gov.br/arquivo/publicacoes/sti/indBraOpoDesafios/coletanea/Tendenciastecnologicas/Texto1-JoseMaciel.pdf
2 Fernandes M. F. M. e Filgueiras C. A. L., Quim. Nova, Vol. 31, No. 8, 2205-2213, 2008. Apud:
Alves, O. L. Em Estudos estratégicos Nanotecnologia; Núcleo de Assuntos Estratégicos da Presidência da República: Brasília, 2004/2005, parte II; http://www.nae.gov.br/doc/estudos_estrategicos/estudo_nanotecnologia.pdf, acessada em Outubro 2007
3 ROCCO A. M. Nanocompostos Poliméricos, 2° Escola de Nanociência e Nanotecnologia da UFRJ. 30 de julho a 03de agosto de 2007.