A indústria de plástico é a que mais investe em nanotecnologia, garrafas e embalagens plásticas nanotecnológicas estão cada vez mais leves e mais fortes além de possuir uma menor permeabilidade de gases. Peças especiais com elevada resistência química e mecânica já são processadas com o auxílio da nova tecnologia.
Normalmente a indústria de plásticos faz o uso de cargas funcionais (alteram propriedades específicas do produto) e de reforço (alteram as propriedades mecânicas do produto), onde, a utilização destas impera sobre as propriedades buscadas em plásticos especiais. No entanto, aumenta-se consideravelmente o peso do produto, e alguns casos, a estrutura dos plásticos pode ser afetada pelas as interferências nas ligações, entre as cadeias poliméricas, que estão relacionadas ao tamanho da partícula e quantidade de cargas. A grande vantagem de se utilizar nanoestruturas está no ganho das propriedades buscadas aditivando com quantidades extremamente menores, sem afetar a estrutura do material em relação às ligações poliméricas. Alumina e óxido de zircônio são exemplos de nanopartículas que podem ser utilizadas na obtenção de matrizes poliméricas com propriedades mecânicas aguçadas, possuem elada dureza e, quando utilizadas como aditivo, transferem este caráter para a estrutura, obtendo-se plásticos com elevada rigidez, resistentência a risco e a impacto.
A utilização de óxido de zinco nano em matrizes poliméricas aumenta a vida útil do material inibindo a degradação causada pela ação dos raios ultraviloetas “UV”. Este pode ser utilizado em quantidades menores, pois, agentes estabilizantes nanoparticulados possuem a função ativa mais presente e atuante devido à sua área superficial extremamente maior. Assim como a utilização de alumina nanoparticulada pode retardar efeitos de degradação mecânica como o cisalhamento. Materiais com propriedades biocida estão em destaque no cenário de polímeros nanotecnológicos, a utilização da nano prata e nano dióxido de titânio, já é uma realidade em diversos produtos convencionais como maquinas de lavar, secadores de cabelo, fios de fibras sintéticas, painéis de automóveis e outros.
A utilização de aditivos nanotecnológicos requer um controle exímio do mecanismo de dispersão, pois o mecanismo de atuação destas nanopartículas está ligado diretamente á sua grande área superficial, logo, uma aglomeração das mesmas inibe este mecanismo. Em relação à compatibilidade das nanopartículas com determinados polímeros e as concentrações a serem utilizadas, são questões que estão relacionadas ao caráter da dispersão (mecanismo físico e mecanismo químico).
Dentre os benefícios apresentados no setor com a utilização da nanotecnologia podemos citar de forma bem sucinta os seguintes ganhos:
- Resistência mecânica (impacto, abrasão, cisalhamento, dureza entre outras);
- Resistência à degradação “UV” e ação de intempéries;
- Propriedades anti chamas e supressoras de fumaça;
- Propriedades anti microbial;
- Propriedades auto limpantes;
- Controle de condutividade térmica e elétrica;
- Estabilidade térmica;
- Utilização de menor quantidade de cargas funcional e de reforço;
-Redução relativa da densidade do material e maior rigidez;
- Outras.