A Indústria de refratários atende mercados específicos, onde esses materiais são utilizados para revestir fornos, reatores, canais e inúmeros outros equipamentos que trabalham em temperaturas elevadas. Esses materiais são bastante exigidos mecanicamente nessas condições extremas de temperatura e ambiente químico, o que ao longo do tempo resulta em corrosão térmica do material, além do surgimento de trincas originadas por tensões termo-mecânicas, resultando no deterioramento do revestimento refratário.
O desenvolvimento de refratários especiais menos propensos à formação de trincas e resistentes à corrosão térmica, ou seja, com uma maior vida útil, é uma alternativa economicamente viável, uma vez que a troca ou manutenção destes revestimentos requer a parada da linha de produção, implicando em prejuízos altíssimos.
Refratários especiais podem ser confeccionados com a utilização de nanopartículas; a aditivação destas na barbotina pode resultar em um material com melhor integridade física e química. A utilização de nanopartículas específicas leva à obtenção das seguintes propriedades:
- Diminuição de porosidade;
- Menor corrosão em altas temperaturas;
- Maior resistência a degradação termo-mecânica;
- Menor temperatura de sinterização;
- Aumento da condutividade (nanopartículas condutoras).